segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

BACKUP DE DADOS, O SALVADOR DA PÁTRIA!

Você está finalizando aquele projeto enorme que consumiu seus neurônios e te fez tomar litros de café, quando de repente ... pã!!! Tela azul da morte em seu PC!!!! E não existe nenhuma cópia desse projeto, em lugar nenhum... E agora, você faz o quê???

Bem pessoal, o objetivo desse post é mostrar a importância do backup de dados e o quanto isso pode fazer diferença no seu dia a dia, seja em casa, no trabalho, na faculdade, enfim em qualquer situação.
Seguem abaixo alguns pontos que devem ser levados em consideração ao se manipular dados, e com certeza não devem ser deixados de lado, pois não são, nem de perto, MITOS!

Presumir que backups diários são muito difíceis
Esse é, quase sempre, o maior mito de todos. O backup diário de seus arquivos não exige nenhum esforço, se você tiver as ferramentas certas. Caso não queira adquirir uma unidade externa, você poderá instalar um software que faça o backup de tudo. Assim, você pode esquecer totalmente do assunto, até o momento que precisar desse backup.

Depender totalmente de um backup manual
Seja uma reunião inesperada que nos leva para longe de nossos arquivos ou simplesmente o esquecimento depois de um longo dia de trabalho, o backup de seus dados é algo que todos esquecem de fazer em algum momento. E, invariavelmente, isso sempre parece acontecer logo depois da conclusão de um grande projeto, seguido por algum tipo de pane em seu computador. Ninguém tem uma memória infalível. Procure por uma solução de backup que não precise ser iniciada manualmente.

Depender totalmente do seu disco rígido
Um disco rígido pode ser imprevisível. Alguns oferecem anos de serviço confiável, outros param de funcionar em apenas alguns meses. A menos que seu computador venha acompanhado de uma bola de cristal, é muito difícil prever quando seu disco rígido irá falhar. E mesmo que ele esteja funcionando perfeitamente, uma oscilação da corrente elétrica no seu equipamento (ou a queda repentina de um laptop) pode danificá-lo em apenas alguns segundos, levando com ele todas as suas fotos digitais. O armazenamento de seus dados de forma segura em um local externo pode evitar tudo isso.

Acreditar que unidades USB são a única resposta
Pen drives USB podem ser muito práticos. Eles cabem em seu bolso e podem ser levados a qualquer lugar.Porém (e esse é o primeiro problema), seu ponto forte é também a sua principal desvantagem, uma vez que unidades pequenas oferecem capacidade limitada. Se você precisar fazer o backup de vários arquivos grandes, sua sorte termina aqui. Unidades USB são também muito fáceis de perder. Muitas acabam na máquina de lavar, dentro de seus bolsos. Será que aquela planilha que fez você suar por três dias acabará na lavanderia junto com suas meias? Talvez sim, talvez não. Mas acontece. E, a menos que você se lembre de sempre conectar a unidade manualmente, você nunca terá o backup de que precisa mais tarde. (Esse é o segundo problema.)

Acreditar que nada acontecerá aos seus arquivos
Você acaba de comprar um computador e está em excelentes condições. Por que se preocupar? Com certeza ele não criará pernas e sairá andando com seus dados, certo? Mas talvez isso aconteça(com uma certa ajuda nefasta).Laptops continuam a ser o principal alvo de roubos em aeroportos e campus universitários. E, se o seu computador desaparecer, desaparecerá também todo o seu trabalho, a menos que ele esteja em um backup em algum lugar.

Além de evitar esse risco, o backup de arquivos "em nuvem" (ou seja, on-line) permite armazenar os dados fora do local em que o seu computador se encontra e fazer o download de seus documentos em qualquer lugar com acesso à Internet. Certifique-se apenas de que esse armazenamento oferece uma conexão segura. Os programas de e-mail comum não oferecem essa segurança. Atualmente temos boas soluções de Cloud Storage, como o Google Drive, One Drive, dentre outros.

Faça o backup dos seus arquivos diariamente! É um conselho prudente que todos nós já ouvimos e que, muito provavelmente, ignoramos em algum momento. Muitos acreditam que é muito trabalhoso ou simplesmente desnecessário, mas basta vivenciarmos uma situação em que precisamos do backup para sentirmos a real importância que ele tem. Por isso, adotemos essa postura de guardar melhor nossas informações, pois elas sempre têm um valor muito maior pra nós do que o físico (computadores, notebooks).


É isso aí pessoal, até o próximo post!

segunda-feira, 12 de maio de 2014

IPV4 ... Seu fim está próximo!!!

Galera, segue abaixo uma documentação bacana sobre o IPV6 e sua história. Vale a pena conferir. (Artigo retirado do site vivaolinux.com.br, escrito por Ricardo Lino Olonca) O fim está próximo No princípio, criou o analista a Internet. E a Internet era sem forma e vazia, apenas com 4 equipamentos. E foi a tarde e a manhã; o primeiro dia. E fez o analista o IPv4, e viu que era bom. E foi a tarde e a manhã; o segundo dia. E ligou o analista várias universidades à Internet, e viu que isso era bom. E foi a tarde e a manhã; o terceiro dia. E fez o analista milhares de sites com muita informação interessante, e viu que isso era bom. E foi a tarde e a manhã; o quarto dia. E acabou o analista com a guerra fria, e viu que isso era bom. E foi a tarde e a manhã; o quinto dia. E liberou o analista o uso da internet para fins comerciais; e viu que isso era bom. E foi a tarde e a manhã; o sexto dia. E colocou o analista todos os usuários na Internet. E disse: crescei e multiplicai, e enchei a Internet de todo tipo de material. Podereis fazer tudo, menos a Internet das coisas. E viu que tudo era muito bom. E descansou o analista no sétimo dia. Porém, os usuários não obedeceram ao analista e começaram a colocar todo tipo de equipamento na Internet. Desktops, Notebook, Tablets, Smartphones, geladeiras, televisões, relógios, etc. E viu o analista que a intenção do coração dos usuários era má, continuamente. E o analista disse, pelos seus profetas, que o IPv4 não iria aguentar. Mas, os usuários não deram ouvido, e criaram diversas formas para contornar o problema. Mascaramento, NAT, DHCP, reutilização de IPv4, etc. Mas o analista avisou que isso não duraria muito tempo. E disse: enviarei o IPv6. E o IPv6 será a salvação da humanidade. E o IPv6 veio, mas a maioria não o recebeu. Mas a todos que o receberam, deu-lhes o poder de serem chamados administradores de rede IPv6. E perguntaram ao IPv6: que sinal haverá do fim do IPv4 e da vinda do IPv6? E o IPv6 disse: haverá guerras e rumores de guerras virtuais, os administradores de rede ficarão estressados com o NAT, os usuários andarão na rua com seus Smartphones, olhando mensagens inúteis do Facebook e tropeçarão uns nos outros, o 3G estará congestionado com os vídeos do YouTube e as empresas andarão à procura de endereços IPv4, mas não encontrarão, a começar para região da Ásia. Naquele dia, oferecerão uma grande quantia por um IPv4 e um alto salário para um analista que domine o IPv6. E quem não se converter certamente, morrerá. E disse-lhes: pregai o IPv6 em todo o mundo. Fazei discípulos em toda a Terra. E o número de usuários IPv6 crescia. E profetizavam que o fim do IPv4 estava perto. Quem tem ouvidos, ouça o que o analista diz aos usuários. Eis que o IPv6 vem sem demora. Mas, lembre-se: se o pai de família soubesse a hora da noite que viria o ladrão, vigiaria e não o deixaria minar a sua casa. Da mesma forma, esteja preparado para que o IPv6 não te pegue desprevenido. Introdução Há algum tempo, escrevi uma série de artigos falando sobre o TCP/IP, mostrando desde o básico, até configurações avançadas. O objetivo era criar um guia passo a passo sobre redes com GNU/Linux, mostrando tanto a parte teórica, quanto a prática. No primeiro artigo, comentei sobre a falta de endereços IPv4 e os motivos que levaram a esse problema, bem como as soluções adotadas para contorná-lo. Entre todas, a adoção do IPv6 é a única solução definitiva. O IPv6 não é uma atualização do IPv4, é um protocolo totalmente novo. Por isso, sua implantação não é tão simples, porém, é obrigatória. Mais cedo ou mais tarde, você vai precisar implantá-lo. Este documento tem como objetivo, ser um tutorial passo a passo contendo tanto a parte teórica, quanto a prática na adoção do IPv6 em equipamentos rodando GNU/Linux. Certamente, que não será abordado todo o vasto conteúdo sobre o assunto, mas deverá ser o suficiente para que você entenda como funciona o novo protocolo da Internet, como começar a utilizá-lo e como buscar por mais informações sobre essa nova tecnologia. Parto do princípio de que o leitor já tem conhecimento em redes e no protocolo IPv4, bem como em GNU/Linux, e está acostumado a instalar e configurar interfaces de rede neste sistema operacional. Aulas e palestras sobre IPv6 Há vários sites onde é possível conseguir documentação e até cursos online sobre o IPv6. O principal, no Brasil, é o ipv6.br. Este órgão, é o responsável pela adoção do protocolo no Brasil e tem muita documentação, vídeo aulas e cursos, tanto presenciais quanto online. Um dos primeiros cursos que fiz sobre IPv6, foi no link: IPV6/apresentacao.htm . Nele, há uma apresentação muito interessante voltada para quem nunca mexeu com IPv6. As duas primeiras partes são voltadas para o pessoal não técnico, enquanto as demais, são voltadas para profissionais de informática, principalmente, para aqueles que trabalham com rede. Um outro site interessante, é o da Hurricane Eletronics. Nele, é possível fazer um curso prático online que envolve a implantação do IPv6, de sites que suportam o protocolo, DNS, E-mail e muitas outras coisas. À medida que avança no curso, você vai ganhando certificados que variam do nível "novato" até "guru". Diferenças entre IPv4 e IPv6 Vamos ver as principais diferenças entre os protocolos IPv4 e IPv6. Endereçamento O protocolo IPv4 tem 32 bits de endereçamento. Isso permite que 4 bilhões de dispositivos estejam diretamente conectados à Internet. Mas, a Internet caminha para ter tudo conectado nela: computadores, relógios, eletrodomésticos, e qualquer tipo de sistema eletrônico. A Internet das coisas está em implantação. Porém, os 4 bilhões de endereços do protocolo atual, não permitem isso. O IPv6 possui 128 bits de endereçamento. Isso permite um número quase infinito de endereços. Para exemplificarmos isso, algumas analogias são usadas: É possível atribuir 48 octilhões de endereços por habitante do mundo; Cada micrômetro quadrado da Terra pode conter 4 bilhões de redes com 64 milhões de hosts cada uma; Cada átomo da superfície da Terra, poderia conter cerca de 3 milhões de endereços IPs (considerando o átomo de hidrogênio). Esses são alguns exemplos, que servem para demostrar a quantidade de endereços possíveis numa Internet IPv6. Roteamento No protocolo IPv6, a distribuição de endereços é hierárquica, ao contrário do que ocorre no IPv4. Com isso, a tabela de roteamento dos roteadores é bem menor, melhorando o desempenho. Também, é mais comum o uso de protocolos de roteamento dinâmicos, como o OSPF e BGP, ao contrário do RIP, que é muito usado em redes IPv4. Cabeçalhos O protocolo IPv4 possui cabeçalhos com 12 campos, com tamanhos que variam de 20 a 60 Bytes. Já o IPv6, contém cabeçalhos de apenas 8 campos com tamanho fixo de 40 Bytes. Além disso, o IPv6 pode ter cabeçalhos de extensão para funções específicas. Esses cabeçalhos de extensão não são lidos pelos roteadores, a menos que isso seja realmente necessário. Os demais cabeçalhos são lidos apenas pelo host destino. Isso torna o cabeçalho do IPv6 mais simples do que o do IPv4. Também é importante o fato do IPv6 ser quatro vezes maior do que o IPv4, mas ter o cabeçalho apenas duas vezes maior. Essas características fazem com que os roteadores consigam analisar o tráfego de IPv6 de forma mais eficiente, melhorando o desempenho. IPsec A implantação do protocolo de criptografia IPsec, usado principalmente em VPN, é opcional no protocolo IPv4. Já no IPv6, ele é obrigatório. Porém, seu uso é opcional. Isso significa que, em caso de necessidade de criptografar o tráfego da rede, como numa VPN, isso pode ser feito diretamente no protocolo, sem a necessidade de softwares adicionais. Resolução de endereço físico No IPv4, os protocolos ARP e RARP, cuidam das resoluções de endereços físicos, conhecidos como MAC address. No IPv6, essa função foi transferida para o protocolo ICMP, o famoso ping. Com isso, ARP e RARP foram descartados, enquanto que o ICMP passou a ter maior importância. Este último, passou a ser vital para o funcionamento da rede. Por isso, não é possível bloquear totalmente o tráfego ICMP, como era feito no IPv4. Se você deseja bloquear uma função em especial, como o ping, deve-se bloquear apenas a função específica do ICMP, e não o protocolo todo, com risco do protocolo parar de funcionar. Na maioria dos caso, portanto, é aconselhável permitir o tráfego ICMP em uma rede IPv6. Formas de configuração Em uma rede IPv4, é possível fazer dois tipos de configuração: manual e automática. A configuração automática é feita através de um servidor DHCP. Há ainda uma opção, em que a estação de trabalho pode se configurar automaticamente usando um endereço aleatório da rede 169.254.0.0/16. Porém, esta última forma não configura DNS e nem a rota padrão; portanto, ela nem é considerada. No IPv6, além da configuração manual, que você verá que nem deverá ser usada na prática, existem duas outras formas de configuração: automática stateless e automática statefull. Quando uma estação de trabalho IPv6 entra na rede, ela automaticamente gera um primeiro endereço chamado de Link Local, usando um endereço aleatório da rede fe80::/64 (semelhante a rede 169.254.0.0/16 do IPv4). Com esse endereço, ela passa e perguntar quem são os roteadores e os DNS da rede. A estação também pode perguntar pelos endereços do site (semelhantes às rede 192.168.0.0/16, 10.0.0.0/8 e 172.16.0.0/20 do IPv4), bem como dos endereços disponíveis globalmente (que funcionam como os endereços públicos IPv4) e que serão usados para a comunicação da estação com o mundo. Todo esse processo é transparente para a estação e pode ser usado quando não é necessário um controle sobre o processo de distribuição de IP. Já a autoconfiguração statefull, requer um servidor DHCP, como no IPv4. Porém, pode-se fazer uma mistura entre o processo stateless e statefull, sendo que o servidor DHCP, pode fornecer apenas os endereços IP deixando para a estação descobrir os endereços dos DNS e dos roteadores. Conflitos de IP No IPv6, antes da estação configurar o IP, ela envia um pacote na rede perguntando se alguma outra estação já possui esse endereço. Se ela não receber nenhuma resposta, então, o endereço estará disponível para ser usado. Caso receba uma reposta, então, ela terá que usar outro endereço. Se a configuração for manual, a estação não conseguirá entrar na rede. Isso evita o conflito de IP. NAT NAT (Network Address Translator) é uma tecnologia que permite a equipamentos dentro da rede local acessar a Internet usando o IP público do gateway. Isso é muito comum hoje e retardou bastante a adoção do IPv6. Porém, essa prática quebra o modelo fim-a-fim da Internet proposto desde o seu nascimento. Softwares de VPN e P2P podem não funcionar corretamente quando o host está atrás de um NAT. Quem trabalha com redes, sabe como é chato configurar estações para usarem NAT, principalmente quando estas precisam ser acessadas pela internet. O IPv6 resolve o problema do NAT, simplesmente não implementando-o. Alguém poderá pensar que isso é uma falha de segurança, pois o cliente fica conectado diretamente na rede pública. Isso não é verdade. Cada cliente possui um IPv6 público, mas, deve haver um Firewall e outros sistemas de segurança entre o cliente e a Internet, como acontece no IPv4. O NAT foi criado para funcionar como um paliativo à falta de endereços IPv4. Como o número de endereços IPv6 disponíveis é quase infinito, não vemos qualquer motivo para usar NAT. Aleluia! Roaming Com a mobilidade que possuímos hoje (e isso só vai aumentar), é normal você possuir um Smartphone conectado em rede Eireless da empresa e no momento seguinte, já estar conectado na rede 3G da operadora de telefonia. O problema que isso acarreta, é a mudança de endereço IP do dispositivo móvel, acarretando na quebra de conexões. Com o IPv6, é possível mudar de uma rede para outra preservando o endereço IPv6. Como isso, as conexões não são perdidas. Agora sim, você pode ficar conectado o tempo todo! Fragmentação de pacotes Em uma comunicação através da Internet, os dados podem passar pelos mais variados tipos de rede. Cada um deles permite um tamanho máximo dos pacotes de dados. Antes de enviar um dados pela rede, o nó precisa dividir o pacote em pedaços menores, para que caibam na rede em questão. Esse pacote, por sua vez, pode ainda ser dividido em novos fragmentos. Isso gera lentidão nos roteadores. No IPv6, a fragmentação é feita somente na origem. Há mecanismos que permitem saber qual o menor tamanho máximo permitido em todo o trajeto. Os roteadores não fragmentam os dados. Isso melhora o desempenho. QOS Algumas aplicações, como VoIP e Stream, precisam ter um mínimo de banda disponível para que funcionem corretamente. No IPv4, você precisa de softwares especiais para permitir que essas aplicações tenham essa banda garantida. A isso, chamamos de Qualidade de Serviço (Quality Of Service - QOS). No IPv6, o QOS está implementado diretamente no protocolo; não há necessidade de softwares especiais para essa finalidade. Tamanho do frame O protocolo IPv4 permite um tamanho máximo para o frame de 1,5 Kb. No IPv6, o tamanho máximo é de 4 GB, embora, ainda não exista aplicação que se beneficie disso. Mas, num futuro próximo, o Jumbo Frame poderá agilizar as comunicações em rede. Broadcast No protocolo IPv4, quando uma estação quer descobrir um MAC address, ou um servidor DHCP, a estação envia um broadcast para a rede. Esse broadcast é recebido por todos os hosts. A resolução de nomes NetBIOS, usada muito em redes Windows, também usa broadcast, principalmente, quando não há um servidor WINS. Quanto mais broadcast na rede, mais lenta ela será. O IPv6 acaba com o broacast. Eu seu lugar ocorre o "anycast". O conceito é um pouco diferente, pois não usa, como no IPv4, o último endereço da rede para fazer broadcast. O protocolo IPv6 possui um mecanismo que permite descobrir qual é o host mais próximo que atende a um certo requisito e que possui o mesmo prefixo IPv6. Um pacote anycast, será recebido apenas pelo host mais próximo. Em outras palavras, em uma mesma rede, pode haver máquinas com prefixos diferentes. Um anycast só afetará as máquina do mesmo prefixo, ao contrário do que ocorre num broadcast IPv4. Endereços de rede e de broadcast Em uma VLAN IPv4, o primeiro e o último endereço são reservados para serem usados como Endereço de Rede e de Broadcast, respectivamente. No IPv6, isso não existe. Todos os endereços de uma VLAN podem ser usados. Tamanho mínimo de uma VLAN O tamanho mínimo para uma rede IPv4 é /30, onde temos 4 endereços de hosts. Excluindo-se, os endereços de rede e de broadcast, temos dois hosts possíveis nesta rede. No IPv6, o recomendável é usar no mínimo um /64, pois, disso depende a autoconfiguração. Em outras palavras, uma rede IPv6 terá, no mínimo, 16 quintilhões de endereços disponíveis. Não se assuste com esses números! Será comum empresas terem à disposição mais de 65 mil redes com 16 quintilhões de endereços disponíveis cada uma. Mesmo sendo em uma rede ponto-a-ponto, é aconselhável reservar um /64. Mas, lembre-se: isso é apenas uma recomendação. Resumo Segue abaixo, um resumo das diferenças entre os protocolos IPv4 e IPv6: IPv4 IPv6 32 bits 128 bits Cabeçalho complexo (12 campos, entre 20 e 60 bytes) Cabeçalho mais simples (8 campos fixos, 40 bytes, podendo ter cabeçalhos de extensão) Distribuição aleatória Distribuição hierárquica IPsec opcional IPsec obrigatório ARP ICMP (problema em bloquear input no firewall - RFC 4890) DHCP Autoconfiguração e DHCP (stateless, statefull) Possível conflito de IP Não há conflito de IP (a segunda máquina fica sem acesso) Uso de NAT Não necessita de NAT Roaming com alteração de IP Roaming sem alteração de IP Fragmentação do pacote em todo o trajeto Fragmentação do pacote apenas na origem QOS baseado em aplicação QOS nativo no protocolo Frames de 1500 bytes Frames de até 4 gigabytes (jumbo frame) Faz broadcast Não faz broadcast (anycast) O primeiro e o último endereço da VLAN são reservados Todos os endereços da VLAN podem ser usados Rede mínima com 2 hosts (/30) Rede mínima com 16 quintilhões de hosts (/64) Quando será a virada? Não há uma data para a implantação do IPv6. A migração será um processo e ocorrerá aos poucos. Durante algum tempo, as máquinas terão dois protocolos, o IPv4 e o IPv6, algo semelhante ao que ocorreu quando as empresas migraram da rede Netware para a Windows NT nos anos 90; por um momento, os equipamentos tinham dois protocolos: o IPX, o NetBIOS e, às vezes, tinham também o IPv4. Como sabemos, não há mais endereços IPv4 disponíveis no IANA. Na APNIC, que cuida da Internet na Ásia, também não há mais endereços disponíveis. Ou seja, não vai demorar para aparecerem máquinas apenas com endereços IPv6. E é aí que a coisa complica. Como fazer uma máquina só com IPv6 conversar com outra somente IPv4? E se você acha que isso não lhe diz respeito, na empresa onde trabalho, temos uma parceria com a Sony japonesa. E se eu não implantar o IPv6, mais cedo ou mais tarde, teremos problemas. Endereçamento IPv6 Um endereço IPv6 contém 8 blocos de números hexadecimais, variando entre 0 e FFFF e separados do ":". Se você achava complicado trabalhar com números binários no IPv4, imagine agora! Um IPv6 se parece com isso: 2001:0DB8:0000:25E2:0000:0000:F0CA:84C1 Como o endereço IPv6 é enorme e difícil de memorizar, há duas regras para abreviá-lo. 1.Em cada bloco, os zeros à esquerda podem ser omitidos. O endereço acima ficaria, assim: 2001:DB8:0:25E2:0:0:F0CA:84C1 2.Uma sequência de zeros pode ser abreviado com "::". Mas isso só pode ser feito uma única vez, para evitar ambiguidades. Por exemplo, o endereço acima pode ser escrito de duas formas: 2001:DB8::25E2:0:0:F0CA:84C1 2001:DB8:0:25E2::F0CA:84C1 Não é permitido abreviar duas vezes, para não causar dúvidas quanto ao endereço real. Por exemplo: 2001:DB8::25E2::F0CA:84C1 O endereço acima, poderia ser a abreviação dos dois endereços abaixo: 2001:DB8:0:25E2:0:0:F0CA:84C1 E: 2001:DB8:0:0:25E2:0:F0CA:84C1 Outra mudança importante, é na máscara de rede. No IPv4, o endereço 192.168.0.1/16 também pode ser escrito como 192.168.0.0/255.255.0.0. No IPv6, somente a primeira forma é aceita. Como exemplo, o endereço 2001:0db8:0:25e2::/64 está reservando 64 bits para rede, e 64 para host. Aproveitando: para facilitar a compreensão, cada bloco do endereço IPv6 contém 16 bits. Cada número contém 4 bits. O uso de ":", pode trazer complicações em site, pois no IPv4, a separação do endereço do host e da porta usada pela aplicação, é feita com o caractere ":". Por isso, ao acessar um site através do seu endereço IPv6, o endereço deverá estar separado por colchetes e deve se parecer com isso: http://[2001:12ff:0:4::22]/index.html http://[2001:12ff:0:4::22]:8080 Tipos de endereços Os endereços IPv6, são classificados em 3 tipos: Unicast :: usado para a comunicação com um único host. Multicast :: usado para a comunicação com vários hosts. Anycast :: usado em uma comunicação do tipo um-para-um-de-muitos. É o que mais se assemelha ao broadcast. → Endereços Unicast: Não especificado. Quando a interface de rede está sem nenhum endereço IPv6. É semelhante ao endereço 0.0.0.0 do IPv4. ::0 (ou somente ::) → Loopback: É semelhante ao loopback do IPv4. Seu endereço é: ::1 → Link Local: É usado para a autoconfiguração. Sua função é semelhante ao endereço 169.254.0.0/16 do IPv4. Esse endereçamento é usado nas comunicações locais, principalmente nas descoberta de vizinhança, que veremos mais adiante. Toda interface de rede deve ter um endereço Link Local. Um endereço Link Local deverá pertencer ao seguinte intervalo: FE80::/64 → Unique local: É semelhante aos endereço privados IPv4 (192.168.0.0/16, 172.16.0.0/20, 10.0.0.0/8). Esses endereços não são roteáveis na Internet. Você pode ter VLANs distintas comunicando-se através desses endereços. Seu uso não é obrigatório, como o Link Local. O intervalo Unique local, é: FC00::/7 → Global unicast: Semelhante ao endereço público IPv4. É esse endereço que deverá ser usado para navegar na Internet. Por exemplo, o endereço IPv6 do DNS do Google, é: 2001:4860:4860::8888 → IPv4 mapeado: É usado em técnicas de transição, onde máquina somente IPv4, precisam se comunicar com máquina somente IPv6. O formato do endereço, é: ::FFFF:a.b.c.d Onde: a.b.c.d, é o endereço IPv4. → 6to4: A rede 6to4 é usada para permitir uma comunicação IPv6 sobre uma rede IPv4. É uma forma de disponibilizar endereços IPv6 para clientes quando estes não possuem IPv6 nativo. Esses túneis só devem ser usados em casos onde a provedora de Internet não fornece endereços IPv6, pois a latência é grande. O rede IPv6 reservada para isso, é: 2002::/16 → Teredo: A rede Teredo foi criada pela Microsoft e é usada para disponibilizar endereços IPv6 através de túneis IPv4. O Teredo está habilitado nas estações Windows Vista ou mais recente. Também sofre uma alta latência. Por isso, quando você disponibiliza um site via IPv6, este poderá parecer mais lento para seus clientes Windows, pois estes passarão a acessá-lo através do túnel Teredo. * Lembre-se de que o DNS, por padrão, dá preferência aos endereços IPv6. A rede Teredo possui o seguinte intervalo: 2001::/32 → Endereço de documentação: Quando se está escrevendo documentação sobre IPv6, a rede 2001:db8::/32 deverá ser usada como exemplo. Essa rede não é roteada na Internet. Ela é definida em RFC como endereço de documentação. → Endereços obsoletos: FEC0::/10 - semelhante ao Unique Local. Não deve ser usado. ::wxyz - semelhante ao IPv4 mapeado. Não deve ser usado. 3FFE::/16 - testes da rede 6Bone, que foi desativada em 2006. Não deve ser usado. → Endereços Anycast: Um endereço anycast, é utilizado para identificar um grupo de interfaces, porém, com a característica de que o pacote será enviado apenas para o host que estiver mais próximo da origem. É usado para descobrir serviços na rede, como roteadores e servidores DNS, e para redundância e balanceamento de cargas. Esse endereço deve ser formado pelo prefixo da sub-rede mais uma sequência de zeros. Ex.: 2001:DB8:CAFE:DAD0::/64 Também foi definido uma rede anycast para suportar a mobilidade IPv6. Neste caso, o endereço terá a seguinte estrutura: 2001:DB8::DFFF:FFFF:FFFF:FFFE → Endereços Multicast: Seu funcionamento é semelhante ao Multicast IPv4. É usado para a comunicação 1 para N, ou seja, quando um pacote deve ser entregue a vários hosts, mas não a todos. Stream, video conferência e jogos online, são exemplos de aplicações que se beneficiam dessa tecnologia. FF00::/8 Abaixo, listo alguns endereços de Multicast definidos: FF01::1 - todas as interfaces (all nodes) FF01::2 - todos os roteadores (all routers) FF02::1 - todos os nós (all nodes) FF02::2 - todos os roteadores (all routers) FF02::5 - todos os roteadores OSPF FF02::6 - todos os roteadores designados FF02::9 - todos os roteadores RIP FF02::D - todos os roteadores PIM FF02::1:2 - agentes DHCP FF02::1:FFXX:XXXX - solicited-node FF05::2 - todos os roteadores (all-routers) FF05::1:3 - servidores DHCP FF05::1:4 - agentes DHCP FF0X::101 - NTP Alocação de endereços IPv6 Apenas 13% dos endereços IPv6 foram liberados para uso, de 2000:: até 3FFF::. Cada RIR recebeu do IANA uma rede /12. A rede destinada para o LACNIC, é 2800::/12. Os ISP recebem no mínimo uma rede /32. O NIC.br recomenda que às empresas, sejam passadas redes /48, e pessoa física receba /56 ou /64. A rede mínima recomendada é /64, pois vocês verão mais à frente, que a autoconfiguração stateless do IPv6 depende disso. Quem está entrando agora um mundo IPv6, achará estranho disponibilizar uma rede /64, e ainda mais /56, para usuários domésticos. Com uma rede /64, o usuário poderá ter cerca de 16 quintilhões de dispositivos em sua rede! Isso mesmo, 16 quintilhões! Ou, se preferir a analogia, cada habitante do mundo terá a sua inteira disposição, o equivalente a 4 bilhões de Internets IPv4. Com um /56, serão 256 redes distintas com 16 quintilhões de endereços IPv6 cada uma, todas para um único usuário! Exagero? Pode ser, ainda mais quando lembramos de que no começo da Internet várias empresas tinham à sua disposição 16 milhões de endereço, e acabou faltando IPv4. Mas, isso mostra que o IANA está de olho na Internet das coisas, e o IPv6 está pronto para ela.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Começo ou não a me preocupar com IPv6 em minha rede corporativa? SIM!!!

Olá caros amigos, leitores do blog e alunos! Ontem assisti uma palestra sobre segurança em IPv6 ministrada online pela Cisco para verificar se tinha alguma novidade e fiquei contente porque pude perceber que nosso curso de IPv6 continua “up to date”! Mas porque então resolvi escrever esse artigo? Por um motivo muito sério que é divulgar a necessidade de nos prepararmos para essa onda que virá de implantações do IPv6.
Para aqueles que pensam que não tem IPv6 rodando em suas redes estão muito enganados, pois maioria dos sistemas operacionais de computadores, laptops, smartphones e tablets já vem preparados para o IPv6 e suportam mais de um método de atribuição de endereço, sendo que podem receber seu endereço IPv6 via SLAAC ou DHCPv6. Além disso maioria dos switches propagarão esses quadros através da LAN. Já com os roteadores e switches camda-3 a coisa muda, porém eles são facilmente transpostos utilizando túneis que também já vem pré-configurados em diversos sistemas operacionais, tais como túneis Teredo e ISATAP.
Você mesmo pode testar seu computador abrindo o prompt de comando e digitando “ping6 ::1″ no Linux ou MAC e “ping ::1″ no Windows.
C:\ ping ::1

Pinging ::1 with 32 bytes of data:
Reply from ::1: time<1ms
Reply from ::1: time<1ms
Reply from ::1: time<1ms
Reply from ::1: time<1ms

Ping statistics for ::1:
    Packets: Sent = 4, Received = 4, Lost = 0 (0% loss),
Approximate round trip times in milli-seconds:
    Minimum = 0ms, Maximum = 0ms, Average = 0ms
Se o seu host suporta IPv6 e seu switch encaminha os quadros na sua rede corporativa, mesmo que via Internet você não tenha uma saída com IPv6 ativado sua rede roda sim IPv6, basta que um “espertão” conecte um dispositivo que envie mensagens de RA e com DHCPv6 ensine um DNS “fake” e está feito o estrago. Além disso, mesmo não propositalmente o IPv6 sem nenhum controle pode gerar problemas por pura desinformação e ativação de aplicativos indevidos em dispositivos dos usuários.
Ataque MITM via RA
Portanto, qual a realidade da minha rede e o risco atual? A realidade é que você não está seguro, pode silenciosamente ser atacado via IPv6 e nem saber! Sofrer ataques de DoS, roubo de informações, sequestro de sessão com ataques de Man-in-the-Middle e também por problemas não intencionais de falha em configurações.
Então devo desativar o IPv6? O conselho atual é não desativar o IPv6 e sim começar a “ter controle da situação”, preparando a rede, monitorando o tráfego e implementando aos poucos para que o pessoal de TI comece a se acostumar e praticar, pois apesar dos protocolos IPv4 e IPv6 terem a mesma função e estarem na mesma camada do modelo OSI, cada um deles tem suas características e peculiaridades. Nosso curso de IPv6 é um bom começo, ele traz tudo que um administrador de redes precisa saber para entrar nessa fase de migração e convivência entre os dois protocolos IP.
Quais outras medidas que podem ser tomadas para verificar se o IPv6 está sendo utilizado na rede? Monitorar a rede usando sniffers ou se seus equipamentos suportarem utilizando o Netflow da Cisco procurando os seguintes tráfegos:
  • Pacotes IP utilizando protocolo 41 (túneis IPv6 over IPv4 ou túneis 6to4)
  • Conexões com o IPv4 192.88.99.1 (servidor anycast 6to4)
  • Conexões com a porta UDP 3544 – túneis Teredo
  • Pacotes com ICMPv6, mais especificamente mensagens de RA
  • Via IPS verificar tráfego de ICMPv6
  • Olhar nas resoluções de DNS do seu servidor se servidores de túneis públicos ISATAP e/ou Microsoft Teredo estão sendo procurados
Outra dica é que o IPv6 não usa mais ARP e sim um protocolo chamado NDP para descobrir vizinhos, sendo que esse protocolo utiliza uma mensagem com um MAC específico para solicitar informações que inicia com “33-33-xx-xx-xx-xx” (multicast no IPv6), por isso se você consultar as tabelas de endereço MAC dos seus switches e encontrar MACs com esse início é mais um indício de comunicação IPv6 pela sua rede local, pois pode significar que está havendo solicitação de endereços entre vizinhos para envio de tráfego IPv6 entre eles.
Espero que vocês tenham gostado do artigo e comecem a se preparar! O mais importante é realmente abrir os olhos e a mente para essa realidade, pois não é mais promessa uma vez que vários sistemas operacionais já deixam suas placas de rede se configurar via IPv6!
Prof Marcelo Nascimento

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Nota Fiscal Eletrônica para o Consumidor será lançada segunda-feira no RN


Nota Fiscal Eletrônica para o Consumidor será lançada segunda-feira no RN

Publicação: 18 de Abril de 2013 às 16:46
Nesta segunda-feira (22), a partir das 8h30, será implantado no Rio Grande do Norte o sistema de emissão de Nota Fiscal Eletrônica para o Consumidor Final (NFC-e), arquivo digital que inicia o processo de eliminação da necessidade de impressão de cupom fiscal. A mudança tem o intuito de oferecer mais uma facilidade no registro de operações no comércio varejista, assim como a padronização de procedimentos pelo meio eletrônico, tendo como parâmetro a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), que entrou em vigor no Brasil em 2008. A solenidade ocorrerá na Miranda Computação da Avenida Prudente de Morais, que será a primeira empresa do estado a receber a novidade, contando com a presença do secretário de Estado de Tributação, José Airton.

Diferente da Nota Fiscal Eletrônica, a NFC-e é uma solução específica para o consumidor final, opção aos modelos já existentes de cupom fiscal e nota fiscal em papel. A fase piloto para a implantação começou desde 2011 e já está em fase de implantação no Amazonas, Acre, Sergipe, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte. No Maranhão, o novo sistema também será implantado nos próximos meses. Trata-se de uma parceria entre as secretarias estaduais e empresas voluntárias do comércio varejista. 

“A Miranda se ofereceu para participar do projeto e há meses estamos em trabalho conjunto com a Secretaria de Tributação para implantar o novo sistema que, futuramente, irá beneficiar todas as empresas do Estado”, afirma o empresário Afrânio Miranda.

A NFC-e tem como objetivo fortalecer a segurança da operação de emissão de nota fiscal, pois passa a ocorrer em meio digital, em tempo real. Com a virtualização do processo, não haverá mais a necessidade de utilização de impressoras fiscais, que têm custo de implantação em cerca de R$ 3.500 por máquina, além de evitar a necessidade de o consumidor acumular papel. 

“O cliente pode solicitar que a nota seja enviada por e-mail ou, caso disponha de smartphone com câmera, poderá escanear o QR Code (código de barras bidimensional), acessar todas as informações contidas na NFC-e e optar por imprimir o documento”, explicou Afrânio Miranda.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Operação Outubro Vermelho?

A Kaspersky Lab anunciou a descoberta da operação Outubro Vermelho (Rocra). Essa avançada campanha de espionagem virtual visa organizações diplomáticas, do governo e de pesquisa científica de diversos países e está ativa há pelo menos cinco anos. Seus alvos estão em países da Europa oriental, repúblicas da antiga União Soviética e países da Ásia central, embora sejam encontradas vítimas em qualquer lugar, inclusive na Europa ocidental e na América do Norte.
 
Em outubro de 2012, a equipe de especialistas da Kaspersky Lab iniciou uma investigação após uma série de ataques contra redes de computadores de agências internacionais de serviços diplomáticos. Durante a investigação, foi descoberta e analisada uma rede de espionagem virtual de grande escala. De acordo com o relatório da análise da Kaspersky Lab, a Operação Outubro Vermelho, apelidada de "Rocra", ainda está ativa (em janeiro de 2013), tendo sido mantida continuamente desde 2007. O malware Rocra é detectado, bloqueado e neutralizado com êxito pelos produtos da Kaspersky Lab, sendo classificado como Backdoor.Win32.Sputnik.
 
Para obter mais informações sobre a campanha "Outubro Vermelho"-clique aqui

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Somos todos reféns do atendimento ao cliente

Somos todos reféns do
atendimento ao cliente

  Guido Orlando Jr.
Uma das experiências mais desagradáveis que uma pessoa pode passar é ter que recorrer ao atendimento ao cliente por telefone, pelo menos nas operadoras de celular - sem exceção - e TVs por assinatura - idem.

Apesar de todo avanço tecnológico, obter uma informação, solicitar ajuda ou fazer uma reclamação sobre um produto ou serviço ficou mais difícil. Logo de saída, você é atendido por uma máquina que lhe dá as boas vindas com uma voz humana querendo mostrar descontração sem conseguir, fala de sua satisfação em tê-lo como cliente e desfila um menu interminável de opções de digitação. Se você, mesmo por um segundo, desviar a atenção da voz do outro lado da linha, terá que esperar que ela repita tudo de novo. Não tem nada mais irritante. Você está escutando atentamente o “digite um para isso; dois para aquilo; três para...” e aí alguém chama seu nome ou entra na sala. Pronto. É o bastante para você se distrair e perder a seqüência. E começa tudo de novo.

Escolhida a opção, um outro menu entra em ação: “para falar sobre produtos técnicos, digite um; para TV por assinatura, digite dois...” e assim vai, até o zero, que é a opção de voltar ao menu anterior. Aí você pensa: “será que escolhi a opção errada no primeiro menu?” Aperta o zero e volta.

Dessa vez escolhe outra opção, mas sem a mesma convicção da primeira, que você jurava ser a correta. Nova lista de opções, você escolhe a que mais se parece com seu problema e entra outra gravação: “Por favor, digite seu código de cliente ou CPF. Como você não tem a menor idéia do tal código, lança mão do CPF. Digita, rapidamente, com medo de cair a linha, mas parece que a máquina é meio lerda: “por favor, digite PAUSADAMENTE o código do cliente ou o CPF.” Bem devagar e apertando a tecla do telefone até quase empurra-la para dentro do aparelho, escuta outra voz: “No momento, todos os nossos pontos de atendimento estão ocupados. Por favor, aguarde.” E falam isso como se você não estivesse ocupado, não tivesse mais nada a fazer e tivesse ligado por pura diversão.

Nova gravação, enquanto você espera: “Por favor, não desligue. Sua ligação é muito importante para nós. Você será atendido assim que um de nossos atendentes ficar desocupado.” E entra uma série interminável de serviços e produtos que a empresa fornece ou então uma musiquinha que entra em um loop interminável até entrar alguém na linha, isso quando ela não cai. Obviamente você não presta a menor atenção em nenhuma das opções e começa a ler alguma coisa.

Passado sabe-se lá quanto tempo, aparece alguém que parece estar ao vivo. Após a primeira frase, você tem certeza que tem alguém do outro lado, pois a voz fala gerundiês.

--Maria, boa tarde. Em que posso estar ajudando?
--Eu quero apenas uma informação: Qual...
--Desculpe senhor, mas eu não posso estar dando informações. Sou do suporte técnico.
--Sim, mas como...
--Senhor, vou estar transferindo sua ligação para que o Sr. possa estar escolhendo a opção correta.

Antes que você possa dizer alguma coisa, entra aquele menu que você jurava ter escolhido certo da primeira vez. Nova tentativa, nova digitação pausada do CPF, a mesma musiquinha irritante e surge a voz de um humano:
--José da Silva, em que posso estar ajudando?
--Boa tarde, José. Eu quero apenas uma informação: Qual ...
--Antes do Sr. estar me dizendo sua dúvida, preciso de seu código de cliente.
--Não tenho a menor idéia. Qual...
--Sem problema, Sr. Pode ser seu CPF.
--Mas eu já informei meu CPF quando foi solicitado pela máquina.
--Sr, infelizmente não posso estar ajudando se o Sr.não informar ou o código do cliente ou seu CPF.
--Mas para que eu digitei o CPF anteriormente? Você não tem aí na tela?
--Sr, infelizmente não posso estar ajudando o Sr. se não informar ou o código do cliente ou seu CPF.
--Acho que você não me ouviu. EU JÁ DEI MEU CPF ANTERIORMENTE.
-- Sr, infelizmente não posso estar ajudando o Sr. se não informar ou o código do cliente ou seu CPF.
--Escuta aqui: eu estou falando com uma máquina ou você está me fazendo de palhaço?
--O Sr. está falando com José da Silva. O seu código de cliente ou seu CPF, por favor. Infelizmente não posso estar ajudando o Sr. se não informar ou o código do cliente ou seu CPF.
--Eu não acredito... Tudo bem. Anote aí.
--Só um minuto, Sr.
--Obrigado por aguardar, Sr.
--Tá. Qual...
--Sr, será preciso que o Sr. esteja informando seu código de cliente. O sistema que checa CPF está temporariamente fora do ar.
--Como assim?
--O sistema que checa CPF está temporariamente fora do ar. E sem ele ou o código do cliente, infelizmente não posso estar ajudando o Sr.
--Escute aqui: Eu já disse que não tenho a menor idéia do meu código do cliente. Quem tem? Algum cliente dessa droga sabe o código do cliente?
--Sr, eu peço que o Sr. não se altere. Infelizmente não posso estar ajudando o Sr. se não informar ou o código do cliente ou seu CPF.
--Mas que #%&!!!
--Sr., Se o Sr. continuar se exaltando e dizendo palavrões, vou ser obrigado a estar desligando.
--Eu quero falar com seu gerente.
--Sr., por favor, não grite. Não irá adiantar nada falar com meu gerente. Infelizmente não posso estar ajudando o Sr. se não informar ou o código do cliente ou seu CPF.
--Escute aqui, José...
--Da Silva, Sr..
--Ou você me coloca seu gerente na linha agora ou ...
--Sr., meu gerente não pode estar atendendo ninguém. E infelizmente não posso estar ajudando o Sr. se o Sr. não informar ou o código do cliente ou seu CPF.
--Olha, vai pra $%&*!
--Sr., vou ser obrigado a estar desligando caso o Sr. continue dizendo essas palavras e a me insultar.
--Experimenta desligar, seu &¨#$@. Você não imagina o que vai...

Sinal de ocupado. Será que caiu a linha? Não, ele desligou. Você fica perplexo e, o que é pior, sem a informação que procurava e estressado.

Você já passou por algo parecido? Deixe seu comentário!

sexta-feira, 11 de maio de 2012

O valor dos pais...

Esse texto foge um pouco do objetivo do blog, mais é interessante demais para que eu não compartilhasse com vocês e não importa para que fins o texto tenha sido utilizado, o mais importante é que cada um chegue as suas próprias conclusões...

 
O VALOR DOS PAIS

Um jovem de nível acadêmico excelente, candidatou-se à posição de gerente de uma grande empresa.

Passou a primeira entrevista e o diretor fez a última, tomando a última decisão.

O diretor descobriu, através do currículo, que as suas realizações acadêmicas eram excelentes em todo o percurso, desde o secundário até à pesquisa da pós-graduação e não havia um ano em que não tivesse pontuado com nota máxima.

O diretor perguntou, "Tiveste alguma bolsa na escola?"

O jovem respondeu, "nenhuma".

O diretor perguntou, "Foi seu pai quem pagou as suas mensalidades ?" o jovem respondeu, "O meu pai faleceu quando eu tinha apenas um ano, foi a minha mãe quem pagou as minhas mensalidades."

O diretor perguntou, "Onde trabalha a sua mãe?" - e o jovem respondeu: "A minha mãe lava roupa."

O diretor pediu que o jovem lhe mostrasse as suas mãos. O jovem mostrou um par de mãos macias e perfeitas.

O diretor perguntou, "Alguma vez ajudou sua mãe lavar as roupas?" - o jovem respondeu: "Nunca, a minha mãe sempre quis que eu estudasse e lesse mais livros. Além disso, a minha mãe lava a roupa mais depressa do que eu."

O diretor disse, "Eu tenho um pedido. Hoje, quando voltar, vá e limpe as mãos da sua mãe e depois venha ver-me amanhã de manhã."

O jovem sentiu que a hipótese de obter o emprego era alta. Quando chegou em casa, pediu, feliz, à mãe que o deixasse limpar as suas mãos. A mãe achou estranho, estava feliz, mas com um misto de sentimentos e mostrou as suas mãos ao filho.

O jovem limpou lentamente as mãos da mãe. Uma lágrima escorreu-lhe enquanto o fazia. Era a primeira vez que reparava que as mãos da mãe estavam muito enrugadas e havia demasiadas contusões nas suas mãos. Algumas eram tão dolorosas que a mãe se queixava quando limpava com água.

Esta era a primeira vez que o jovem percebia que este par de mãos que lavavam roupa todo o dia tinham-lhe pago as mensalidades. As contusões nas mãos da mãe eram o preço a pagar pela sua graduação, excelência acadêmica e o seu futuro.
Após acabar de limpar as mãos da mãe, o jovem silenciosamente lavou as restantes roupas pela sua mãe.

Nessa noite, mãe e filho falaram por um longo tempo.

Na manhã seguinte, o jovem foi ao gabinete do diretor.

O diretor percebeu as lágrimas nos olhos do jovem e perguntou, "Diz-me, o que fez e que aprendeu ontem em sua casa?"

O jovem respondeu, "Eu limpei as mãos da minha mãe e ainda acabei de lavar as roupas que sobraram."

O diretor pediu, "Por favor, diz-me o que sentiu."

O jovem disse "Primeiro, agora sei o que é dar valor. Sem a minha mãe, não haveria um eu com sucesso hoje. Segundo, ao trabalhar e ajudar a minha mãe, só agora percebi a dificuldade e dureza que é ter algo pronto. Em terceiro, agora aprecio a importância e valor de uma relação familiar."

O diretor disse, "Isto é o que eu procuro para um gerente. Eu quero recrutar alguém que saiba apreciar a ajuda dos outros, uma pessoa que conheça o sofrimento dos outros para terem as coisas feitas e uma pessoa que não coloque o dinheiro como o seu único objetivo na vida. Está contratado."

Mais tarde, este jovem trabalhou arduamente e recebeu o respeito dos seus subordinados. Todos os empregados trabalhavam diligentemente e como equipe. O desempenho da empresa melhorou tremendamente.

Uma criança que foi protegida e teve habitualmente tudo o que quis se desenvolverá mentalmente e sempre se colocará em primeiro. Ignorará os esforços dos seus pais e quando começar a trabalhar, assumirá que todas as pessoas o devem ouvir e quando se tornar gerente, nunca saberá o sofrimento dos seus empregados e sempre culpará os outros. Para este tipo de pessoas, que podem ser boas academicamente, podem ser bem sucedidas por um tempo, mas eventualmente não sentirão a sensação de objetivo atingido. Irão resmungar, estar cheios de ódio e lutar por mais.

Se somos esse tipo de pais, estamos realmente a mostrar amor ou estamos a destruir o nosso filho?

Pode-se deixar seu filho viver numa grande casa, comer boas refeições, aprender piano e ver televisão num grande TV em plasma. Mas quando cortar a grama, por favor, deixe-o vivenciar isso. Depois da refeição, deixe-o lavar o seu prato juntamente com os seus irmãos e irmãs. Deixe-o guardar seus brinquedos e arrumar sua própria cama. Isto não é porque não tem dinheiro para contratar uma empregada, mas porque o quer é amar e ensinar como deve de ser. Quer que ele entenda que não interessa o quão ricos os seus pais são, pois um dia ele irá envelhecer, tal como a mãe daquele jovem. A coisa mais importante que os seus filhos devem entender é a apreciar o esforço e experiência da dificuldade e aprendizagem da habilidade de trabalhar com os outros para fazer as coisas.

Quais são as pessoas que ficaram com mãos enrugadas por mim?

O valor de nossos pais ...

Um dos mais bonitos textos sobre educação familiar que já li. Leitura obrigatória para nós pais e, principalmente, para os filhos.

Fonte: Desconhecida